Catas Altas - MG

Catas Altas é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. De acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2010, sua população é de 4.839 habitantes.

Em 1702, o bandeirante Domingos Borges descobriu na fralda oriental da Serra do Caraça ricas minas auríferas, mais tarde denominadas de Catas Altas. A ele se deve também a fundação do arraial. Mas foi somente bem recentemente, em 21 de dezembro de 1995, que oentão distrito de Catas Altas emancipou-se de Santa Bárbara.

Situada ao pé da Serra do Caraça, a apenas 120 quilômetros de Belo Horizonte, a aconchegante e turística cidade pertenceu ao ciclo do ouro. O primeiro batismo foi celebrado na capela de Nossa Senhora de Conceição, em 1712, época que coincide com o início da construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Nesta época já se delineava o aglomerado urbano que se formava ao redor da mineração.

Em 1718, o arraial foi elevado à freguesia, através de medidas da administração colonial, sendo a paróquia declarada de natureza coletiva. Seis anos mais tarde, foi nomeado o primeiro vigário de Catas Altas, então chamada de Catas Altas do Mato Dentro para diferenciar de Catas Altas da Noruega. A construção da Igreja da Matriz prolongou-se até por volta de 1780, encontrando-se inacabada até os dias atuais.

A mineração de ferro é hoje a principal atividade econômica. Mesmo tendo causado grandes estragos ao meio ambiente, pois o controle ambiental é bastante recente, a atividade não conseguiu diminuir a imponência e beleza da Serra do Caraça, guardiã da cidade. Com o esgotamento das minas, Catas Altas tornou-se um arraial abandonado e em ruínas e os habitantes que ali permaneceram se dedicaram ao cultivo de pequenas roças de subsistência.

No início do século XIX, o arraial contava com 200 casas enfileiradas em duas ruas. A mineração sobrevivente era feita nas lavras do Capitão-mor Inocêncio. O Capitão-mor recebeu, então, o conselho do naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire de substituir a exploração do ouro pela do ferro, cujas reservas eram abundantes na região. Saint-Hilaire visitou a região nos idos de 1816.

Em 1821 o Bispo de Mariana passou por Catas Altas e falou do estado da Matriz de Catas Altas, da capela de N.S. do Rosário dos Pretos, Santa Quitéria e a Ermida da Arquiconfraria de São Francisco. Contou que o povo era muito chegado à igreja e que havia nada menos do que seis padres na paróquia. Hoje praticamente apenas a matriz resta para glorificar aqueles tempos. Em 1839, por ocasião da emancipação do município de Santa Bárbara, Catas Altas passou a pertencer à sua jurisdição até 1995, quando também emancipou-se.


Igreja Nossa S. da Conceição

A igreja, localizada na Praça Matriz da cidade, ao fundo da qual se ergue a pedra da Serra do Caraça.

É nessa praça que se erguem alguns casarões antigos em bom estado de preservação, formando com a matriz o conjunto histórico da antiga cidade.

É um dos mais importantes templos mineiros e uma das poucas igrejas em que se pode fixar a data de fundação com precisão, pois uma notícia inserida no Códice Matoso dá conta de que em 1739 foi feito o translado do Santíssimo Sacramento para a "nova matriz, que hoje existe". (1750)


Igreja Santa Quitéria

A Capela de N. S. do Carmo ou de Santa Quitéria, construída durante o século 18, está localizada no alto de uma colina.

"Sua dupla denominação se deve ao fato de que, apesar de ter no trono de seu altar-mor a imagem de Nossa Senhora do Carmo, sua invocação tradicional, comprovada em referências documentais, é Santa Quitéria..." Jornal Estado de Minas, 11/07/85

Sua fachada, reconstruída nos moldes originais, é chanfrada, com três portas-janelas ao nível do coro e torre única com dois sinos.

O adro é calçado com pedras arredondadas, tendo a frente vários degraus.

Ao fundo encontra-se a imponente Serra do Caraça.

Internamente a Capela possui o altar-mor em madeira trabalhada em motivos florais e anjos, ambos sem pintura, que foi retirado na época da restauração por não ser original. O único retábulo que a mesma possui é talhado em estilo Dom João V e o forro é todo pintado em branco e vermelho.


Igreja do Rosário
Localizada na rua do Rosário, sua construção é de fins do Séc. XVIII e inicio do século XIX, tendo inscrita na fachada a data de 1862. Apesar de seu exterior simples, seu interior possui um altar mor com talha em estilo D. João V e o teto pintado em tons de vermelho e marrom bem escuro.

Vale das Borboletas

O Vale das Borboletas fica em uma área particular, podendo ser visitada somente com acompanhamento de condutor de turismo local.

É cobrado uma taxa de visitação.

O vale das borboletas é formado por riacho de águas límpidas e poços naturais.


Chapada da Canga

A 5 Km do Morro da Água Quente, no sentido de Mariana, há um campo de canga, com vegetação característica de velósias, candeias, orquídeas, arnica, etc, de onde pode-se observar, a Serra do Caraça, o Pico do Sol, lagoas, etc.

O local é agradável, com vista privilegiada e vegetação quase intocada.


Cachoeira da Valéria

Esta cachoeira é formada em rio de mesmo nome, no sítio do Valéria com acesso por estrada de terra. Chega-se à cachoeira por cima, onde há um grande poço, cercado de vegetação de mata, mais densa em uma das laterais.

Logo após o poço, a água desce sobre alguns degraus, seguindo de um grande bloco rochoso com, aproximadamente, 10m de largura. Em um dos lados há uma bomba d'água.

O local é muito bonito, a água tem um tom esverdeado no poço da cachoeira.


Maquiné

A maior queda da Cachoeira do Maquiné tem aproximadamente 12m de altura e, forma um poço de 3m de diâmetro e 0,5m de profundidade. A cabeceira se caracteriza por várias quedas pequenas que formam poços em desníveis naturais. A mata circundante é de galeria e, suas águas tem a coloração dourada.

 


Cachoeira do Meio

O nome origina de sua localização: a cachoeira fica bem próximo ao meio da Serra, em direção ao Pico de Catas Altas. Ela pode ser avistada do centro histórico da cidade.

Esta cachoeira se divide em duas quedas. A primeira tem aproximadamente 60 metros de altura, 16 metros de largura e quatro saltos que formam pequenos poços. Logo depois, segue-se a segunda queda, com aproximadamente 25 metros de altura e sete metros de largura. Seu volume d’água varia conforme o período de chuvas e suas águas são classificadas como especiais. Seu acesso não é sinalizado e tem grau alto de dificuldade, ou seja, exige bom preparo físico e experiência.


Bicame de Pedra

A 12 Km de Catas Altas, destacam-se na paisagem as ruínas de um grande aqueduto de pedra, construído com o objetivo de abastecer a cidade ou a mineração.

Atualmente, existem cerca de 100 metros do monumento, que tem, ao centro, um portal com a inscrição da data de construção - 1792. Incrustada em uma das laterais do potal, existe uma escadaria que dá acesso à parte superior do aqueduto. Ao seu redor e entre as pedras, há ocorrência de vegetação rasteira.